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Manifesto sustentável lançado no RioMar

05/07/2018 - O Estado

O Grupo JCPM lançou na noite de ontem, 4, o Manifesto de Sustentabilidade, projeto que tem como objetivo engajar a sociedade em ações de impacto positivo ao meio ambiente. O Grupo controla os shoppings RioMar Fortaleza e RioMar Kennedy, com a cerimônia de lançamento tendo acontecido nesse primeiro.

Além do cerimonial, houve ainda debates com o tema “Juntos Pelo Planeta: Reflexões sobre o Agora com foco no Futuro”, ministrados por Chico José, jornalista e repórter da Rede Globo, e Lala Deheinzelin, futurista que trabalha com economia criativa como estratégia de desenvolvimento e sustentabilidade. O manifesto já havia sido lançado nos shoppings do Grupo JCPM em Salvador, Aracaju e Recife.
A intenção, conforme a empresa, é engajar as sociedades em ações de cuidado ao meio ambiente por meio de ações simples no cotidiano a partir de iniciativas tomadas pelo próprio empreendimento. Estão inclusas aí a política de reciclagem de resíduos nos shoppings em questão, ações sociais no entorno e operações focada em reduzir a demanda por recursos naturais.

Destacam-se as práticas adotadas no sistema de gestão de água e energia, que resultaram na conquista da Certificação Aqua (Alta Qualidade Ambiental) da Fundação Vanzolini. A partir disso, a redução do consumo geral de água potável no RioMar Fortaleza é de 60% e de 35% de energia em relação a empreendimentos que usam sistemas tradicionais de tratamento. Já a reciclagem de resíduos sólidos chega a uma média mensal de 24 toneladas de material reaproveitado no RioMar Fortaleza e de 10 toneladas no RioMar Kennedy

Ações
Conforme Lala Deheinzelin, é importante que esse tipo de iniciativa tenha espaço de destaque. “Esse manifesto é uma das ações mais interessantes que conheço, porque é 360 graus. Por exemplo, são empreendimentos pensados desde o início da construção para serem sustentáveis, com reuso de água, de energia, destino de resíduos etc., mas que além de cuidar daquilo que é a base – que é a sustentabilidade ambiental – está ao mesmo tempo cuidando de outros elementos fundamentais”, comenta ela, mencionando o projeto do Grupo JCPM de capacitar e empregar cerca de seis mil pessoas da região dos entornos no período de construção do empreendimento.
O faturamento dos ingressos adquiridos pelas pessoas que foram presenciar a cerimônia e os debates será arrecadado para a Associação Missionária e Comunitária Maria Vilac (Creche Jeanne), que fica no bairro Vicente Pinzón.

Mudanças
Segundo os convidados do Grupo para os debates da noite de ontem, o momento atual é de transição, sendo importante portanto atentar para como a comunidade deve encarar isso em seu dia a dia. “É a maior transição da história da humanidade, e a gente só consegue avançar como indivíduo, profissional ou empreendimento se incorporarmos novas economias ao nosso cotidiano e às nossas práticas, que já consegue ter resultados exponenciais que são necessários”, avalia Lala.

Essas novas economias incluem a economia criativa, a economia compartilhada, a economia colaborativa e a economia multivalores. Ela considera que é preciso avançar muito ainda a economia colaborativa em específico, uma vez que ela tem relação com modelos de gestão e isso precisa ser feito cada vez mais de modo coletivo.

Para Chico José, esse movimento de adaptação é perceptível na sociedade, que já tem evoluído no que diz respeito a conscientização sobre sustentabilidade, mas ainda há chão para andar. “Ainda é pouco o que se faz. Espécies de animais estão desaparecendo, seres humanos estão cada vez mais sacrificando uma vida por falta de condições de trabalho pelas más condições do meio ambiente e a gente tem que pensar cada vez mais, cada um de nós, onde colocar seu lixo, como evitar a poluição”, diz ele.

Em meio a isso, ele lembra a importância de ações locais das comunidades para melhorar aspectos ambientais das próprias áreas em que habitam. Menciona os casos da ave soldadinho-do-Araripe, que foi salva por esforço dos moradores da Serra do Araripe, e do periquito cara-suja, que pôde ser preservado graças a ações da população da Serra de Baturité.

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